James Bradfield , 08 maio de 2009
Taça Pinheiros e outras coisinhas mais
Raros Leitores
Escrevo este artigo para o site do Clube Campineiro de Boliche -http://www.bolichecampinas.com.br. Está também postado em meu blog que aproveito para divulgar, http://jamesbrad.zip.net.
Portanto se você estiver lendo no site do clube, vá conhecer o blog, ou se você estiver no blog, conheça o site. E assim, sucessivamente.
Neste último final de semana prolongado com o feriado de sexta, fomos jogar a Taça Pinheiros de boliche em São Paulo. Uma maratona. Oito linhas por dia. Mais ou menos seis horas de boliche. Durante três dias. Se contar mais duas horas de viagem, foram três dias completos de boliche. Cansou, mas valeu.
A estrela da nossa Estrela Talita, voltou a brilhar. Quatro medalhas. Melhor partida individual, campeã individual, melhor partida de duplas e terceiro lugar em duplas. Mais uma vez e, já ficando repetitivo, parabéns Talita!!!
Quem foi muito bem também, foi nosso Presidente Fábio Cunzolo, que deve estar lendo esta coluna lá do Canadá. Campeão da terceira divisão com média de gente grande: mais de 192. Não é fraco não!!! Pena que seu parceiro só tenha colaborado no segundo dia, senão, tinham faturado nas duplas também.
E o Paulinho Piazentino? Remou, remou e acabou com o consolo de uma bela campanha. 190 de média e a três pinos do terceiro colocado. Sentiu o cheiro da medalha e a deixou escapar na 24ª partida. Valeu Paulinho!!
No mais, um destaque: A Taça Pinheiros, como a maioria, reconhece o empate na melhor linha e premia a todos. Quem sabe, Interlagos aprenda.
Nosso reconhecimento ao Clube Pinheiros e ao Veiga pela organização impecável. O café da manhã de todos os dias e os famosos bolinhos de chuva do Veiga estavam ótimos.
Outros participantes do Campineiro, Tarik, Douglas Jr., Ronaldo e este escriba, já foram melhores em outras jornadas.
Fotos dos participantes e resultados completos no site http://www.boliche.com.br .
Destaque também para o Marcelo Suartz pelo desempenho na Taça Rio. Campeão individual e em duplas com o Charles Robini. Aí moçada!!!!
Boliche em Campinas
Corre à “boca pequena”, que até o final do ano teremos um boliche de primeiro mundo em Campinas. Aguardamos ansiosos e já estamos programando para o próximo ano a I Taça Campinas.
O próximo evento em São Paulo é o Paulista de Tercetos, em 20, 21, 27 e 28 de junho. Em julho, a Taça Friends. Estaremos por lá, com certeza.
Abraços
Maio de 2009
James Bradfield, 18 de maio de 2009
Zé Veiga
Ele se foi. Precocemente.
Mas deixou-nos muitas e muitas coisas.
Seriedade, determinação, alegria, simpatia, vontade, conhecimento, convicção, coragem, ironia, bravura, elegância, entre centenas de outras coisas.
Jogou como ninguém. Fazia strike como só ele sabia. Sem força, mas com uma precisão incrível. Mostrou para muita gente que boliche não é força. É jeito.
Matava pino dez, com um back-up elegantíssimo.
E, era, sem sombra de dúvidas, o melhor organizador de torneios que conheci. Independentemente dos bolinhos de chuva e das macarronadas, que preparava, sempre as suas próprias custas, com um único objetivo: agradar as pessoas.
Conheci o Zé, há muitos e muitos anos, no Gran Boliche, na Av. Santo Amaro, no tempo em que as pistas não eram automáticas. Eu era um garoto, que já gostava de boliche e me deliciava em ver aquele cidadão jogando e as bolas fazendo curvas. E, como fazia strikes...
Conversava com todos. Atencioso e simpático dava dicas de como jogar. Já naquela época.
Vim a ser seu amigo, anos mais tarde, já em sua fase de organizador de torneios.
Todos, sem exceção, foram maravilhosos.
Certa vez, escorreguei no aproach. Meus sapatos molharam em alguma coisa que pisei e, quando fui jogar, quase cai. Voltei meio sem jeito e, lá estava o Zé Veiga, com uma escova para que eu passasse na sola do sapato. Me deu a escova de presente. Guardo-a até hoje com imenso carinho.
Um perfeccionista em tudo que fazia. Irritava-se com si mesmo, quando alguma coisa dava errado.
Apreciador de boas músicas e bons filmes. Dono de uma ironia sutil, elegante. Religioso.
Seria bom que as pessoas contassem as histórias com o Zé. Devem ser milhares.
O último e-mail que recebi do Veiga continha uma oração. Quase que antevendo o futuro. A última mensagem dele, no site do Bira, quando provavelmente só tinha forças para teclar aquelas palavras, minutos antes de nos deixar. Disse, “Deve estar chegando minha hora. Faz parte da vida”. E concluiu com sua ironia peculiar: “Água no pulmão acho que descobri que pode ser tanto bolinho de "chuva" né? Kkk”.
E, se foi, nos largando um vazio imenso. Um aperto no coração e a certeza de que outro Veiga, não surgirá tão cedo em nossas vidas.
Vai em paz meu irmão, Zé Veiga. Algum dia nos veremos.
Coluna do James - Retrospectiva.
james 1.doc 16/06/2008
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James 3.doc 07/08/2008